E se você pudesse manipular o relógio e brincar com o tempo como bem entendesse? Voltar às épocas passadas, visitar o futuro, congelar o presente e vivê-lo numa intensidade ímpar. Mary Olivetti é uma dessas pessoas. Da criança que se divertia em meio aos artistas em estúdios até a mulher experiente e inquieta na incessante busca por conhecimento, Mary respira música desde que se conhece por gente. Nas cabines desde 2002 ela faz dos ares da House Music algo ainda mais seu. 

 

DJ, produtora, curadora, Diretora de Criação, executiva da música. Uma infinidade de frentes relacionadas ao mercado fonográfico ao longo destes 20 anos, mas é na pista de dança que vislumbra o mais perfeito ambiente para se expressar como realmente ama.

 

Com bases sonoras fincadas na música brasileira e em estilos como Soul, Funk (que chega ao carioca) e Dance Music, Mary se joga nos discos quando atinge a maioridade e sua paixão aponta em cheio as batidas eletrônicas ao se deparar com o movimento House. Hoje linhas clássicas do estilo se fundem à Disco, ao Boogie e até à sofisticação do Jazz, mas para ela cada set é um set. 

 

Rock in Rio, Tomorrowland, Pacha, Defected in The House Brazil, Amnésia, Space, Brazil Music Conference, WMC, Cafe del Mar, Beehive, Anzu, Laroc, Green Valley, Avalon, Sirena e Privilège Brasil, onde foi residente por alguns anos, são apenas algumas das pistas que ela já teve a oportunidade de se apresentar. Também esteve presente em palcos de polos da música eletrônica mundial como Los Angeles, Ibiza, Buenos Aires e Miami, para citar alguns. Dividiu a cabine e abriu turnês de grandes artistas/lendas da música como Masters at Work, Kerri Chandler, Barbara Tucker, Hercules & Love Affair, Bob Sinclar, David Guetta, Tiesto, Axwell, Nicky Romero, Yuksek, Gui Boratto, Solomun, Claptone, H.O.S.H, DJ Marky, Patife e muitos mais.

 

Apesar de absolutamente inserida na cultura DJ, Mary tem como essência em suas produções a co-criação em parceria com grandes músicos. Isso se percebe logo em seu primeiro lançamento em 2021 no remix oficial para Rita Lee e Roberto de Carvalho para a faixa “Cor de Rosa Choque” (Universal Music), considerada “um tesão” pela própria Rita. Neste mesmo ano também lançou seu remix para a faixa “Xangô”, originalmente produzida por Fábio Santanna (Me Gusta Records) e sua versão para o sucesso setentista “Black Coco” (Cocada Records), com participação especial de Mahmundi foi muito bem recebida pela crítica.

 

Como produtora cultural, Mary desenvolve sua residência no LOTE (Beco do Nego, São Paulo) onde promove a festa Raio Laser, encontro dominical, diurno e mensal para adoradores da House Music e suas vertentes Garage, Soulful, Deep e Classics. Também assina seu lado B, o selo Citronela Rádio, projeto cultural que reúne vasta pesquisa ao redor da diáspora centro-africana com destino aos países do Atlântico. A primeira temporada do programa foi ao ar na Rádio VENENO com participações de Luedji Luna, Russo Passapusso, Barro, Rachel Reis, DJ Mam e Dona Onete. Em dials FM teve longas passagens pela Oi, Mix e Jovem Pan.

 

Como Diretora de Criação da Radio Ibiza, assina dezenas de trilhas sonoras consideradas cases de sucesso no varejo como a FARM, que comanda desde 2002. Mary foi uma das cabeças por trás dos artigos musicais publicados pela VOGUE Brasil, interpretando jornalisticamente todas as faixas dos desfiles das semanas de moda brasileiras por 8 temporadas (Rio de Janeiro e São Paulo). Em tempo, gerencia o catálogo musical de seus pais, Lincoln e Claudia Olivetti, e presta consultoria para artistas como Cassiano (in memorian).

 

 

"Quando as pernas de Mary pediam para caminhar, seguiu rumo às pistas de dança de um Rio de Janeiro ligado na música eletrônica e em inesquecíveis festas de House Music. Ao groove criptografado no cérebro somou-se então a experiência de observar de lá da cabine de DJ os elementos que fazem as pessoas dançarem instintivamente. Horas e horas e horas de pista depois, quando as pernas se cansaram de caminhar pra lá e pra cá, foi a cadeira do estúdio quem abrigou o corpo a fim de apreciar o fazer música de uma forma mais cerebral, mas não menos apaixonado. Além de tudo, um retorno às origens, ao seio da família (outra família, agora) e à ancestralidade. É a Odisseia do Herói, de Homero, em versão Dance Music.” — Jota Wagner para Music Non Stop.

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